Ex-dona de discoteca de Matosinhos condenada a pena suspensa
Mulher foi condenada por mandar agredir o namorado.
A antiga proprietária da discoteca Blá Blá, em Matosinhos, que entretanto encerrou, foi condenada esta terça-feira a dois anos e três meses de prisão, suspensa na sua execução, por contratar cinco homens para agredir o ex-namorado.
O Tribunal São João Novo, no Porto, condenou ainda os cinco homens, com idades entre os 24 e 46 anos, a um ano e 10 meses de prisão, suspensa por igual período, por ofensas à integridade físicas agravadas e violação do domicílio.
Os seis arguidos terão de pagar uma indeminização de 2.000 euros à vítima pelas agressões e dores causadas. A arguida e a vítima, até à data namorado, foram sócios da Discoteca Blá Blá, mas tiveram de a fechar devido a dívidas de 300 mil euros.
A antiga proprietária do espaço noturna queria que o namorado e sócio assumisse as dívidas todas, mas perante a sua recusa, contratou cinco homens para o agredir e obrigar a assinar o documento, em junho de 2013.
Segundo a acusação, os arguidos fizeram uma espera à porta da casa da vítima e deram-lhe socos e pontapés até ele assinar o documento.
A presidente do coletivo de juízes considerou esta terça-feira que os arguidos agiram em "comunhão de esforços" e engendraram um plano para atuar, tendo a arguida como mandante.
A vítima, de 46 anos, teve de ter tratamento hospitalar e foi operado ao nariz devido às agressões, salientou. "Estas agressões são fortemente censuráveis porque foram cometidas por seis pessoas contra uma", disse. A culpa dos arguidos é "muito intensa", frisou a juíza.
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