Ex-líder skin acusado de ofender guarda
Mário Machado pediu intervenção dos guardas para recluso que estava a morrer na cela.
Mário Machado, o ex-líder dos Hammerskins portugueses preso na cadeia de Alcoentre, está a ser alvo de um processo disciplinar na sequência da morte de um recluso.
O caso ocorreu a 13 de março. Ao que o CM apurou, Mário Machado apercebeu-se da tentativa de suicídio de outro recluso e exigiu a intervenção dos guardas prisionais. Segundo o líder de extrema-direita, os guardas demoraram no socorro e o homem, de 39 anos, acabou por morrer. O corpo foi encontrado ao princípio da tarde.
De acordo com a Direção-Geral dos Serviços Prisionais, o recluso já estava morto quando a cela foi aberta. O óbito foi confirmado por um médico.
Segundo os relatos dos reclusos, o homem ainda estava vivo quando chegou o primeiro guarda. Este terá saído e demorado a regressar com o socorro. Vendo que a assistência não chegava, os presos exaltaram-se e chamaram os guardas aos gritos. Um dos reclusos que mais se manifestaram terá sido precisamente Mário Machado, que agora enfrenta um processo disciplinar após queixa de um dos guardas prisionais que afirma ter sido insultado. Acusado de injúrias, o antigo líder dos Hammer-skins foi entretanto ouvido em interrogatório.
Com um pedido de liberdade condicional em análise no Tribunal de Execução de Penas, Mário Machado pode não conseguir sair da cadeia devido a este processo disciplinar.
O preso que morreu na cadeia de Alcoentre estava a ter acompanhamento clínico e cumpria uma pena de seis anos e meio por furto, incêndio, dano qualificado e posse de arma proibida. Mário Machado está a cumprir dez anos de cadeia, em processos de roubo, sequestro, posse de arma e ameaças.
Tem sugestões ou notícias para partilhar com o CM?
Envie para geral@cmjornal.pt