Explosão fecha prédio um mês
Danos estruturais travam regresso de moradores.
"Pelo menos um mês". Este será o período "mínimo" que os moradores do nº 6 da rua das Flores, no Seixal, vão ser obrigados a passar fora de casa. A explosão por assaltantes, na madrugada de sexta-feira, do multibanco no piso térreo deixou o prédio com danos estruturais e as autoridades consideram que o edifício não oferece condições de segurança.
"Tendo em conta as reparações que têm de ser feitas, o regresso definitivo vai demorar várias semanas ou mesmo mais de um mês", admitiu ontem o presidente da Câmara do Seixal, Joaquim Santos.Ontem, após o prédio ter sido escorado, os moradores puderam entrar em suas casas para recolher alguns bens de primeira de necessidade e objetos de que necessitavam com maior urgência. Muitos saíram de casa logo a seguir à explosão só com a roupa que tinham vestida. Com o o escoramento da estrutura, o prédio ficou "estável e em segurança", referiu a autarquia.
A câmara avançou com a recuperação do edifício e o realojamento em hotel das 23 pessoas que ali viviam. "Durante o tempo em que irão decorrer as obras (...) a Câmara Municipal do Seixal assegurará todas as condições de habitação, alimentação e outras, por forma a minimizar os transtornos pelos quais os moradores do prédio se encontram a passar neste momento", diz a autarquia em comunicado.
O multibanco foi explodido com gás por quatro assaltantes que conseguiram levar o dinheiro e são procurados pela PJ, que acredita tratar-se de um grupo pouco experiente.
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