Extorsão condenada
Os cinco homens que tentaram extorquir cinco milhões de euros ao BPN foram ontem condenados, no Tribunal da Boa-Hora, Lisboa, a penas de prisão entre os dois e os três anos, com pena suspensa pelo mesmo período de tempo.
José Pimenta, ex-funcionário do BPN, e o filho, Bruno Pimenta – apontados como autores do plano de extorsão –, alegaram doença para não comparecerem na leitura do acórdão, que deu como provada a tentativa de extorsão, a troco de não serem divulgados à imprensa documentos comprometedores para o BPN, relativos a uma dependência de Pevidém.
"Estive diversas vezes com o dr. Oliveira e Costa, ele ligava-me várias vezes, mas nunca houve a intenção de extorquir alguém. Queríamos apenas colaborar e resolver esse assunto, mas claro que a troco de algum dinheiro. Mas não no sentido de chantagear ou extorquir", disse ao CM Severiano Correia, condenado a dois anos e seis meses de pena suspensa.
Os outros dois condenados são os advogados Domingos Freitas e Guilherme Santos. "Se não nos tivessem dado dinheiro, nós vínhamos embora à mesma e tudo ficava por ali. Fomos apanhados numa armadilha", diz Severiano Correia, que foi preso pela PJ após sair de uma reunião no banco com 50 mil euros numa mala. O ‘negociador’ do grupo pondera recorrer da decisão.
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