Fábrica de cortiça em Silves exporta para 50 países
Pedaços de cortiça são transformados em blocos e placas para fazer isolamentos.
Funciona desde 1967 sem interrupções e exporta blocos e placas de cortiça para cerca de 50 países.
A Corticeira Amorim é uma das empresas que mais emprego cria no concelho de Silves e foi o palco improvável para um concerto de jazz, integrado na iniciativa Jazz nas Adegas. O espetáculo teve lotação esgotada.
O espetáculo inédito começou com uma viagem do público pela fábrica da cortiça, com uma explicação desde o momento em que a matéria-prima é retirada dos sobreiros até à produção dos blocos e placas.
Segundo explicou ao CM o diretor-geral da empresa Amorim Isolamentos, Carlos Manuel, a transformação "é feita de forma 100% natural" através de um processo sustentável em que a matéria-prima é sujeita a uma temperatura entre 350 e 370 graus, levando a que "os grãos de cortiça se aglomerem sem aditivos", dando forma a placas que são usadas para isolamentos, nomeadamente de casas.
A Corticeira Amorim é a única que ainda existe no concelho e foi o palco escolhido para um concerto integrado na iniciativa Jazz nas Adegas. Dentro da fábrica, o barulho das máquinas deu lugar aos ritmos de jazz do Rerum Ensemble, com músicas de Zeca Afonso adaptadas.
O objetivo, segundo Rosa Palma, presidente da Câmara de Silves, é "divulgar os produtos do concelho, ao som de jazz e enquanto são saboreadas tapas e vinhos produzidos em Silves".
A iniciativa continua nos dias 17 e 18 de maio, com um concerto do Desidério Lázaro Trio, na Quinta do Barranco Longo, em Algoz, e termina no castelo de Silves, no dia 25 de maio, com um concerto do quarteto Miss Manouche.
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