Família quer acreditar em tese de bala perdida
A população de Dornelas, em Sever do Vouga, compareceu ontem em peso no funeral de Abel Tavares Pereira, de 67 anos, o empresário do ramo das tintas assassinado com uma bala há uma semana no Rio de Janeiro. A viúva e as duas filhas acompanharam o corpo, que chegou ontem do Brasil ao Aeroporto Sá Carneiro, no Porto, e participaram à restante família que as investigações policiais "estão longe de estar concluídas".<br/><br/>
Ao que o CM apurou, junto de uma cunhada da vítima, "a família prefere acreditar que se tratou de um acidente – uma bala perdida – do que lidar com o drama de uma execução".
No entanto, as possibilidades de se ter tratado de um crime encomendado ou de um assalto que correu mal estão ainda a ser analisadas e ganham consistência pelo facto de, há anos, um outro empresário do mesmo ramo, conhecido como ‘o Rei das Tintas’ ter sido alvo de uma emboscada e abatido a tiro.
A morte de Abel Pereira aconteceu quando este se deslocava de carro, numa das mais movimentadas e perigosas avenidas do Rio, e foi presenciada por um amigo, também ele português, que o acompanhava no regresso de um convívio com compatriotas.
Nas exéquias fúnebres do severense – que estava emigrado há 59 anos mas que todos os anos regressava a Dornelas para passar férias – participaram centenas de pessoas, entre elas, o presidente da Câmara de Sever do Vouga, Manuel Soares, primo da viúva.
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