Famílias de Teresa e Rita ainda aguardam corpos de médicas mortas em Espanha

Fim de semana atrasa trasladação das duas jovens. Há o risco de só chegarem a Portugal na quarta-feira.

25 de julho de 2026 às 01:30
Teresa Pinheiro, de 30 anos, e Rita Rebelo, de 31, perderam a vida de forma trágica Foto: Direitos Reservados
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Os corpos de Teresa Pinheiro (30 anos) e Rita Rebelo (31 anos), as duas jovens médicas mortas num acidente em Formentera, Espanha, já foram autopsiados. Mas não podem ainda ser levantados, devido à falta de um documento para fazer a trasladação. Ao que o CM apurou, Emídio Sousa, secretário de Estado das Comunidades Portuguesas, já sabe do problema, e está a pressionar o governo espanhol para libertar os corpos das jovens. Com o fim de semana pelo meio, há o risco de ambas só poderem regressar a Portugal na quarta-feira - quase uma semana após o acidente.

Entretanto, em Travanca, localidade do concelho de Oliveira de Azeméis de onde Teresa é natural, o espanto e a dor predominam. Uma popular fala mesmo numa "tragédia" e diz não conseguir imaginar como "aqueles pais se estão a sentir". O sinistro deixou a comunidade em choque e muitos residentes preferem não falar sobre o caso, por receio de ferir a família da vítima, que é bastante conhecida e estimada na localidade.

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Teresa seguiu as pisadas do avô, Ângelo, que era um médico histórico na região que continua a ser lembrado com carinho pela população. Residente em Travanca até se mudar para a capital, onde se licenciou em Medicina na Nova Medical School (Faculdade de Ciências Médicas da Universidade Nova de Lisboa), era médica interna de Neurocirurgia no Hospital de São José.

Ao CM, Rogério Ribeiro, presidente da União das Freguesias de Pinheiro da Bemposta, Travanca e Palmaz, lamentou profundamente a morte da "filha da terra", sublinhando que a junta de freguesia está disponível para apoiar a família no que for necessário.

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