Fim das urgências motiva protesto
Uma grande manifestação de protesto é a resposta dos habitantes de Peso da Régua, Mesão Frio e Santa Marta de Penaguião à decisão, “consolidada” na sexta-feira, do ministro da Saúde Correia de Campos, que põe fim ao serviço de urgência do Hospital D. Luiz I, no Peso da Régua.
O clima de insatisfação e a revolta aumentou depois de o presidente da Câmara da Régua, Nuno Gonçalves, ter ouvido da boca de Correia Campos, que “as urgências vão mesmo acabar”, sendo igualmente rejeitado o projecto de serviço básico de urgência proposto pelo autarca ao titular da Saúde”.
A revolta era ontem patente entre aqueles que recorrem ao apoio médico da unidade hospitalar. Manuel Ferreira, residente em Loureiro, é um dos utentes do D. Luiz I. “Não entendo esta decisão. Da minha aldeia até aqui são cerca de 11 quilómetros, depois serão quase 40 se formos para Vila Real. Além disso, no Hospital da Régua, passado pouco tempo somos atendidos. Se isto fechar temos de ir para Vila Real e andar lá perdidos nos corredores uma ou duas horas, à espera que nos chamem! Isto não se faz ao povo!”
Outra voz de revolta é a de António Guedes, “Fiquei sem uma mão num acidente de electrocussão. Se não fosse a urgência da Régua, hoje estava morto. É uma regalia que o povo da região perde!” António Serafim, elemento da Comissão de Utentes do Hospital D. Luiz I, considera “que os interesses das populações foram lesados”, assumindo a missão de organização da grande manifestação a favor das urgências do D. Luiz I. Está marcada por volta das 15h30 uma conferência de imprensa na Câmara de Peso da Régua.
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