Fogo serviu para “limpar quarteirão”
OS moradores do prédio cuja cobertura ardeu no dia 6 de Julho, na Avenida da Liberdade, em Lisboa, acusam a proprietária do edifício contíguo – a Junta de Freguesia de Galveias, concelho de Ponte de Sor – de ser a principal interessada na destruição do edifício.
"Se não acontecesse alguma coisa, não conseguiam vender o edifício ao consórcio Libertis, que já detém outros prédios no quarteirão", disse ao CM António Ramalho, morador no 5º Direito.
Os residentes do nº 21 da Avenida da Liberdade manifestaram-se ontem em frente ao prédio para denunciar "a delapidação do património herdado pela Junta de Galveias" – que administra uma herança de 50 milhões de euros – e avisar que estão "a tomar providências para contrariar os interesses naquele quarteirão". Os moradores estão a preparar acções judiciais contra a Junta de Galveias, a Libertis e a Câmara de Lisboa, "que em nada nos apoia, nem o hotel nos paga", diz António Ramalho.
"O fogo foi uma forma de limpar o quarteirão. A Junta está sem dinheiro e quer vender o prédio", diz António Ramalho, indignado por não poder voltar a casa para recuperar os seus bens. O morador diz-se vítima de ameaças telefónicas – "alguém quer que nos calemos".
O CM tentou contactar o presidente da Junta de Freguesia de Galveias, mas o autarca esteve incontactável durante o dia de ontem.
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