Fogos criminosos às portas da cidade
A Câmara de Santarém suspeita de que vários incêndios registados nas últimas semanas nas barreiras da cidade tenham origem criminosa, tendo por isso intensificado a vigilância, através dos serviços de protecção civil e de fiscalização.
"Até agora os fogos têm sido rapidamente controlados e debelados, mas nada nos garante que um dia destes não haja uma situação complicada", disse ontem o presidente do município, Francisco Moita Flores, adiantando suspeitar que se trata de fogo posto porque "começam todos numa zona estranhíssima".
As barreiras são constituídas por vegetação mediterrânea, na maioria oliveiras, e com pouco mato seco. Ramiro Matos, vice-presidente do município, com o pelouro da Protecção Civil, disse ontem à Lusa que foi encontrado um cigarro armadilhado com cabeças de fósforo, técnica usada para atear os incêndios.
Na quinta-feira os bombeiros acorreram a cinco incêndios que iam deflagrando à medida que os outros iam sendo extintos, o que significa que o autor "conhece bem a actuação dos bombeiros e o tempo que o helicóptero leva a esgotar a água", explicou o autarca, lamentando que seja obrigatório haver queixa para a polícia actuar quando não se trata de fogos florestais.
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