Forças de segurança unidas ajudam família em desespero

Varredor sem dinheiro para pagar apoio ao filho com paralisia cerebral e esposa com poliomielite.

02 de março de 2014 às 12:02
José Francisco, Matosinhos, Olinda, poliomielite, David, paralisia cerebral, PSP, GNR, Matosinhos Foto: Direitos Reservados
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José Francisco ganha 508 euros por mês como varredor em Matosinhos. A esposa, Olinda, tem poliomielite, partiu a perna direita há mês e meio, e está reformada por invalidez. O filho do casal de Custóias, David, de 20 anos, tem paralisia cerebral e 97% de incapacidade.

A equipa Forças de Segurança Unidas - que junta elementos da PSP, GNR, segurança privada e agentes da polícia espanhola - e o empresário Nuno Ferreira ficaram chocados com este caso e vão realizar um torneio de futebol para recolher bens e fundos.

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"Estou desesperado e nem durmo a pensar no que devo fazer", disse ao CM o pilar desta família. Os mil euros que recebem por mês, entre salário e subsídios, não chegam para pagar a permanência do filho na Associação Lavrense de Apoio ao Diminuído Intelectual (240€), as fraldas (80€), os medicamentos (250€), a renda do anexo em que vivem (175€), o empréstimo que contraíram para o carro adaptado e as contas de eletricidade e água.

"Só sobram uns euros para a comida", disse, emocionado. José Francisco já pediu ajuda à Segurança Social. "Disseram que há pessoas com mais necessidade do que nós. Nenhuma porta se abre", afirmou José Francisco, entre lágrimas. As ajudas podem ser entregues na conta com o NIB 0010 0000 4858 8250 001 60.

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