"Foste um mártir crucificado, filho", diz mãe de homem morto pela Máfia de Braga
Mãe do empresário João Paulo Fernandes publica anúncio emotivo.
Reconforta-me saber que Deus te estende a Sua mão, porque Ele sabe tudo. Sabe que foste um mártir crucificado como ele". É com um pequeno e comovente poema que a família de João Paulo Fernandes recorda os dois anos do desaparecimento do empresário de 42 anos, sequestrado, assassinado e dissolvido em ácido sulfúrico. Seis dos nove arguidos do grupo homicida, liderado pelo advogado bracarense Pedro Bourbon, foram condenados à pena máxima de 25 anos de cadeia.
O texto emotivo foi publicado ontem na secção de necrologia de um jornal de Braga. "Ouço a tua voz a toda a hora, sinto o teu sorriso e lembro o amor que sentias pela tua filha e que continuas com ela no coração, por tudo isto o meu coração chora! Esta dor é imensa!", escreve a mãe, sublinhando as muitas "saudades" que sente do filho.
A família manda celebrar hoje uma missa na Igreja de S. Paulo, em Braga, no dia em que passam dois anos sobre o violento sequestro de João Paulo Fernandes. O empresário de 42 anos foi atacado em frente à filha de apenas 8 anos, quando entrava na garagem do prédio onde vivia, em Lamaçães, Braga. A menina viveu momentos traumáticos e descreveu em julgamento o dia em que "os maus levaram o pai para o matar". Desde o dia do desaparecimento do pai, a criança tem recebido apoio psicológico.
Pedro Bourbon e Emanuel Paulino - o Bruxo da Areosa - planearam a morte para ficar com dois milhões de euros da família do empresário.
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