Funcionária da PJ do Porto livra-se da cadeia
Roubou da instituição duas barras de ouro, no valor de 178 mil euros.
Confessou os crimes no julgamento e mostrou-se arrependida. Por isso mesmo, o Tribunal de São João Novo, no Porto, decidiu ontem condenar Dulce Faria, ex-funcionária da PJ do Porto, a quatro anos de prisão, mas em pena suspensa.
Ficou provado que, nos anos de 2014 e 2015, a arguida, de 49 anos, roubou duas barras de ouro do cofre da PJ, avaliadas em 178 mil euros. O ex-companheiro da mulher, António Miranda, levou pena efetiva de quatro anos e meio.
"Os crimes foram muito graves, pois foram praticados contra uma instituição de reputação elevada como a Polícia Judiciária", disse o juiz presidente William Themudo Gilman.
O coletivo considerou que António foi o mentor dos crimes e salientou que Dulce revelou ter uma enorme fragilidade psicológica. O facto de o homem, de 41 anos, ter já cadastro foi determinante para uma condenação efetiva.
Os arguidos, que têm de devolver 180 mil euros ao Estado, foram condenados por quatro crimes de peculato, sendo que Dulce foi ainda punida por aceder a um processo.
A arguida ficou proibida de exercer funções durante quatro anos.
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