Furto de milhares de metros de cabos elétricos do Azibo atrasa campanha de rega
Cabos transportavam energia para fazer o abastecimento de dois reservatórios de água, de Salselas e de Vale da Porca.
O presidente da Associação de Beneficiários de Macedo de Cavaleiros afirmou esta quarta-feira que sete cabos elétricos, com centenas de metros cada, foram furtados da barragem do Azibo, atrasando a campanha de rega aos 1.200 agricultores abrangidos pelo sistema.
Em declarações à Lusa, Jorge Rentes, responsável pela gestão do canal do aproveitamento hidroagrícola, explicou que estes cabos transportavam energia para fazer o abastecimento de dois reservatórios de água, de Salselas e de Vale da Porca.
"Tínhamos tudo mais ou menos programado para abrir na semana a seguir à Páscoa, acontece que antes da semana da Páscoa foi identificado o furto de uns cabos de energia elétrica que alimentavam um reservatório (...) passámos a ver também outras situações onde passavam cabos, que era o reservatório de Salselas, e também identificámos que tinham sido furtados", revelou.
Um "prejuízo enorme", que para já o responsável não quer quantificar, mas que está a ser resolvido, estando a ser reposta a energia elétrica para o abastecimento do reservatório de Vale da Porca, que rega os campos da margem direita do Azibo, ou seja, as localidades de Vale da Porca, Vale Prados, Macedo de Cavaleiros, Carrapadas, Cortiços e Castelãos.
"Estamos a pensar, se tudo correr bem, abrir para a próxima semana, mas só uma parte, que é a que está resolvida", disse.
Não há previsões para a reabertura do reservatório de Salselas, que abrange esta localidade, a de Valdrês, na margem esquerda da barragem, porque os cinco cabos furtados do reservatório de Salselas tinham, cada um, uma extensão de cerca de 800 metros.
"Já foi tratado, mas está dependente do fornecimento do cabo (...) É uma extensão muito grande e não existe em 'stock' na empresa para fazer essa substituição", esclareceu Jorge Rentes.
Este aproveitamento abrange 11 freguesias do concelho de Macedo de Cavaleiros, no distrito de Bragança, num total de cerca de 1.200 agricultores.
As condições meteorológicas registadas na semana passada, com a ocorrência de chuva, permitiram minimizar os impactos do atraso de arranque da campanha de rega, no entanto, prevê-se o regresso do calor nos próximos dias, o que pode ser um problema para aqueles que continuam sem a rega.
"Prejuízos não direi, constrangimentos e contratempos sim. (...) Estamos a fazer todos os esforços para que seja reposta a normalidade o mais urgentemente possível", vincou.
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