'Gang do buraco' ia "fazer mais assaltos"
Líder da investigação diz que grupo atuava de forma extremamente profissional.
"Não tenho dúvidas que depois da ourivesaria Pratil eles iam fazer mais assaltos", disse ontem, no Tribunal de S. João Novo, no Porto, o coordenador da investigação da PSP que apanhou o grupo conhecido como ‘gang do buraco’.
O grupo de cinco romenos – todos em prisão preventiva – foi descrito como "dos mais profissionais" detidos pela PSP, e estudava ao pormenor as ourivesarias antes de atacar. Elaboravam plantas dos espaços que queriam assaltar e atuavam durante a noite, através de buracos nas paredes dos edifícios contíguos.
Furtaram a ourivesaria Âncora (levaram 94 mil euros), no Porto, e a Fernando Jóias (299 mil €), em Rio Tinto. Foram apanhados num assalto à Pratil (11 mil €), no Porto. "Por duas vezes foram à Pratil fazer um reconhecimento. Ficámos com 80% de certeza que eles iam atacar ali e montámos vigilância diária", explicou o chefe Cláudio Moutinho.
O investigador considerou "fundamental" a confissão de Edward Badulescu – irmão do líder do grupo – que levou as autoridades a encontrar 300 mil euros em ouro enterrados num terreno a 100 metros da casa onde viviam os arguidos.
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