GANG DOS CAFÉS APANHADO DURANTE RUSGA EM ÍLHAVO

Três indivíduos, entre os 18 e os 25 anos, foram detidos pela Polícia Judiciária de Aveiro, suspeitos de serem membros do ‘Gang dos Cafés’. As detenções aconteceram ao final da tarde de sexta-feira, no acampamento cigano da Gafanha D’Áquem, em Ílhavo.

06 de julho de 2003 às 00:00
GANG DOS CAFÉS APANHADO DURANTE RUSGA EM ÍLHAVO Foto: Carla Pacheco
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A Judiciária montou uma operação-relâmpago, em colaboração com a GNR de Aveiro e Anadia, que durou até à madrugada de ontem. De acordo com o que o CM apurou junto de fonte policial, a rusga contou com “um número considerável” de agentes de investigação da PJ, efectivos dos dois destacamentos e militares do Núcleo de Investigação Criminal.

Tal como adiantou uma fonte das Relações Públicas da GNR, “foi tudo feito por intermédio da Judiciária, no âmbito de processos que são da sua investigação exclusiva. No entanto, a GNR deu apoio e colaborou, com o objectivo de fazer outro tipo de averiguações, relacionadas com a ocorrência de cinco assaltos de vulto na zona de Oliveira do Bairro, que são da sua competência”.

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A mesma fonte alega que “a GNR só pode falar do que lhe compete”, acrescentando que “houve recuperação de vários objectos furtados”.

Tal como o nosso jornal já tinha noticiado ontem, as autoridades policiais tinham estabelecido uma relação directa entre o ‘Gang dos Cafés’ e os cinco furtos a residências da passada quinta-feira, através de uma testemunha que identificou uma viatura que havia sido utilizada num dos roubos à mão armada.

Estabelecida a ligação, as duas polícias trabalharam em conjunto para desmantelar um grupo considerado bastante violento e que, em pelo menos três ocasiões, disparou tiros, um dos quais atingiu um gasolineiro numa perna.

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O CM sabe ainda que as investigações deste caso vão continuar, até porque há vítimas que apontam a existência de um quarto elemento, que normalmente aguardava dentro da viatura de fuga.

ARMAS

Os três homens que irrompiam nos estabelecimentos empunhavam sempre uma caçadeira e uma pistola e, por vezes, uma arma branca. Quando foram desarmados por um cliente, no final de Abril, os assaltantes estiveram mais de uma semana para arranjar uma nova caçadeira.

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DISFARCES

Vestidos com roupas escuras, os assaltantes surgiam sempre encapuzados, com gorros e meias de vidro. Num dos primeiros assaltos, em Águeda, uma das vítimas refere que um deles estava “tapado com uma fralda, em que tinham sido feitos dois buracos para os olhos”.

OBSESSÃO

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Há uma característica muito típica deste bando, que parecia ter uma ‘antipatia’ especial por telefones. Na maioria dos locais em que perpetrou os roubos, a primeira coisa que faziam era cortar a linha telefónica. Desta forma procuravam atrasar o contacto com as autoridades.

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