GNR: 155 sargentos reclamam aumento salarial

Mais de centena e meia de militares da GNR foi graduada no posto de furriel (classe de sargentos), mas não recebeu o respectivo aumento salarial, confirmou, o presidente da Associação Profissional da Guarda (APG/GNR).

23 de abril de 2012 às 13:10
GNR, sargentos, promoções Foto: d.r.
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Os 111 cabos e os 44 guardas ingressaram no curso de sargentos da Escola Prática da Guarda, em Queluz, Sintra, em 2010.

Os 155 militares deviam ter sido graduados em Setembro de 2011, mas isso só aconteceu no início deste mês, e sem a consequente actualização do ordenado, situação que está a provocar mau estar e revolta no seio da Instituição.

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"Esses homens vão receber menos do que os camaradas que são apenas guardas e cabos. Isso traz grandes prejuízos pois, durante o curso [dois anos], são mobilizados para vários pontos do país para estagiarem. Há militares a pensar em desistir do curso devido às dificuldades financeiras, uma vez que estavam a contar com este aumento e não conseguem fazer face às despesas com um ordenado de 600 a 700 euros. Isto está a criar instabilidade na instituição", alertou César Nogueira.

O presidente da APG/GNR explica que, se o aumento salarial para os cabos é relativamente curto [20 a 30 euros mensais], o mesmo não acontece com a actualização para os guardas, que vão deixar de receber entre 150 a 200 euros por mês.

Em resposta enviada à Agência Lusa, o Ministério da Administração Interna (MAI) adianta que os militares, "que agora foram graduados no posto de Furriel e que não tiveram nenhuma valorização remuneratória, vão ingressar na categoria de sargentos da Guarda a 1 de Outubro de 2012, no posto de segundo-sargento".

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O MAI acrescenta que "será a partir dessa data que os 155 militares passarão a auferir de acordo com a primeira posição remuneratória do posto [segundo-sargento]".

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