GNR dá rendas baixas a oficiais
Associação critica Serviços Sociais por não privilegiarem guardas com mais dificuldades.
Apesar das graves dificuldades económicas por que atravessam os militares da GNR com salários mais baixos, são muitos os oficiais da guarda, com ordenados superiores a dois mil euros, os que vivem em casas dos Serviços Sociais da GNR, em Chelas, Lisboa, com as rendas pouco superiores a 100 euros.
A Associação Sócio-Profissional Independente da Guarda (ASPIG) já emitiu um comunicado onde afirma não compreender a situação. Ao CM, fonte oficial da GNR confirma esta situação, mas diz que são rendas antigas - "há muito que essas atribuições não são feitas".
Há ainda, apurou o CM, vários familiares de ex-militares a usufruir destes contratos de arrendamento. A ASPIG revela que a situação também se verifica em Faro, Évora e Coimbra.
O presidente da associação, José Alho, diz não compreender o porquê da atribuição, por parte dos Serviços Sociais da GNR, das habitações a oficias da guarda em detrimento dos militares que têm patentes mais baixas.
No comunicado da ASPIG, destaca-se ainda o facto de a "manutenção das referidas habitações ser suportado pelos descontos" que são efetuados por cerca de 47 mil militares da GNR - 23 mil dos quais continuam a servir no activo.
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