GNR de Vila Real deteve três suspeitos de crime de incêndio florestal

Desde o início do ano, o Comando Territorial de Vila Real já deteve 14 pessoas pela suspeita da prática do crime de incêndio florestal neste distrito.

06 de abril de 2026 às 16:59
GNR Foto: Ricardo Ponte
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A GNR de Vila Real deteve três homens suspeitos do crime de incêndio florestal durante o fim de semana, dois em Montalegre e um terceiro em Valpaços, anunciou esta segunda-feira a força de segurança.

Desde o início do ano, o Comando Territorial de Vila Real já deteve 14 pessoas pela suspeita da prática do crime de incêndio florestal neste distrito.

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Em comunicado, a GNR referiu que um homem de 65 anos foi detido em flagrante delito no sábado, no concelho de Montalegre, tendo-lhe sido apreendido um isqueiro utilizado para dar início ao fogo.

A Guarda explicou que, no âmbito de uma ação de patrulhamento, os militares detetaram um homem que, nas proximidades de uma localidade, realizava uma queimada com o objetivo de renovação de pastagem, sem que possuísse qualquer autorização para o efeito e sem o devido acompanhamento por equipa de bombeiros ou por qualquer outra entidade prevista na lei.

Naquele concelho do norte do distrito de Vila Real as queimas e queimadas encontram-se proibidas até terça-feira.

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Apesar disso, um outro homem de 58 anos foi também detido em Montalegre, mas, neste caso, a GNR apurou que o incêndio teve origem numa queima de amontoados, sem que a mesma estivesse licenciada, e que se terá descontrolado dando origem ao incêndio que consumiu cerca de 1,5 hectares de floresta.

Estes dois detidos foram constituídos arguidos e os factos comunicados ao Tribunal Judicial de Montalegre.

Em Valpaços, a GNR deteve um homem de 66 anos pelo crime de incêndio florestal também por causa de uma queima de amontoados, neste caso devidamente licenciada, mas que se terá descontrolado, dando origem a um incêndio florestal.

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O detido foi constituído arguido e os factos reportados ao Tribunal Judicial de Valpaços.

Na semana passada, a GNR de Vila Real alertou a população para a adoção de medidas preventivas durante a realização de queimas de sobrantes depois de várias queimas, a maioria autorizada, mas que acabaram por se descontrolar.

A major Carla Domingues, chefe do Serviço de Proteção da Natureza e do Ambiente (SEPNA) da GNR, aconselhou a que, depois de obtida a devida autorização, sejam verificadas as condições meteorológicas do dia, a realização de pequenos amontoados dos sobrantes, que se tenha sempre próximo um recipiente com água ou uma mangueira e que seja limpa toda a vegetação à volta do amontoado a queimar.

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"Outra preocupação que julgo que é muito importante é de só se afastar do local quando a queima efetivamente estiver extinta (...) Se alguma coisa correr mal, alertar desde logo todos os meios de socorro, afastar-se do local, proteger-se em local seguro e, se for necessário, apoiar-se nos vizinhos ou em familiares", acrescentou.

A chefe do SEPNA afirmou que o objetivo da GNR de Vila Real é "minimizar danos" e sensibilizar a população para a "adoção de todos os cuidados" para a proteção de pessoas e da floresta.

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