GNR evita suicídio na Ponte 25 de Abril

O trabalho meticuloso e persistente de quatro negociadores da GNR permitiu ontem evitar que um homem de 34 anos se suicidasse por alegados motivos passionais, atirando-se da Ponte 25 de Abril, no sentido Almada-Lisboa. O impasse provocado pelas negociações, que duraram quatro horas, criou filas de trânsito com dez quilómetros de extensão.

31 de julho de 2007 às 00:00
GNR evita suicídio na Ponte 25 de Abril Foto: Vasco Varela
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Eram 00h00 quando o potencial suicida começou a atravessar a ponte, de automóvel, no sentido Almada-Lisboa.

A viatura imobilizou-se repentinamente no final do tabuleiro. O condutor saiu à pressa, galgou a vedação metálica, e agarrou-se aos cabos de aço que sustentam o tabuleiro.

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“Ficou suspenso a 70 metros de altura, em risco de cair nas águas do Tejo”, disse ao CM fonte policial.

Um motociclista da Brigada de Trânsito da GNR da ponte foi o primeiro a chegar ao local e depressa ficou a perceber os motivos do suicida. “Disse que estava ali para se matar por razões do coração”, acrescentou o informador.

Impôs-se logo a presença de negociadores. Por isso, meia hora depois, quatro elementos do Gabinete de Controlo de Incidentes Críticos (GCIC) da GNR estavam já junto ao indivíduo, ensaiando uma primeira abordagem.

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Ao fim de quatro horas de negociações o indivíduo acedeu finalmente a regressar à plataforma da ponte, sendo de imediato transportado à unidade psiquiátrica do Hospital Curry Cabral, de onde teve alta ontem à tarde.

Durante as horas de negociação as entradas em Lisboa pela Ponte 25 de Abril ficaram caóticas. Em noite de regresso a casa após férias, a BT registou engarrafamentos com dez quilómetros de extensão. O trânsito retomou a normalidade pelas 04h30.

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