“GNR não deve meter-se no dinheiro da PSP”
Jorge Resende da Silva, Presidente do Sindicato Nacional de Oficiais de Polícia (SNOP), fala sobre críticas aos blindados na PSP.
Correio da Manhã – Um major da GNR classificou a verba de cinco milhões dada à PSP aquando da Cimeira da NATO como "desperdício de dinheiros públicos". Como reage?
Jorge Resende da Silva – Acho indecoroso. Li esse artigo, em que o major da GNR critica duramente os nossos blindados e não percebo como se pode criticar uma forma de proteger os agentes da autoridade, sendo eles igualmente uma força de segurança. Além disso, a GNR não deve meter-se no dinheiro da Polícia. Deve, sim, preocupar-se com o seu orçamento.
– Em comunicado, a direcção do seu sindicato diz que a GNR nunca disponibilizou ajuda à PSP...
– É verdade. A GNR não ofereceu nenhum dos seus veículos de protecção balística, mesmo sabendo que os nossos podiam não chegar a tempo, como, de resto, se verificou.
– O mesmo major admite que a PSP se aproveitou da Cimeira para adquirir material que não era necessário numa altura de crise e em que se pede contenção de despesas. Aceita este ponto de vista?
– A verdade é que a PSP mostrou estar à altura de um evento como a Cimeira da NATO, independentemente de todas as críticas e do que muita gente desconfiou. Agora que chegaram os nossos blindados, têm de pegar em alguma coisa.
– Os materiais adquiridos, que implicaram um orçamento de cinco milhões de euros, eram, na sua opinião, imprescindíveis?
– Sem dúvida. Todos os materiais adquiridos facilitam muito o trabalho dos nossos polícias. Não tínhamos esses materiais e por isso é que foram comprados. Se houvesse um investimento gradual, não era preciso esta verba extraordinária, é certo.
– Acha que o Governo não trata bem a PSP?
– Não. Só acho que tem de se apostar no investimento das forças de segurança.
Tem sugestões ou notícias para partilhar com o CM?
Envie para geral@cmjornal.pt