GNR salva idosa de vida miserável

Foi preciso um telefonema anónimo e a intervenção da GNR de Esmoriz, Ovar, para retirar da casa abarracada uma nonagenária que vivia com três cães, entre excrementos humanos e de animal, sem água nem luz.

21 de março de 2006 às 00:00
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A situação era conhecida das entidades locais desde 1997, mas nada tinha sido feito e até a câmara estava disposta a abandonar o caso. Segundo o vereador David Almeida “porque as acções esbarravam na legislação e na vontade da senhora”.

Na última sexta-feira, porém, um telefonema anónimo, informando a GNR que a idosa poderia estar inconsciente dentro de casa, permitiu intervenção imediata.

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Quando a GNR e os bombeiros chegaram à casa de Alice Vidinha, de 95 anos, e arrombaram a porta, esta ainda lhes tentou fazer frente com um ferro, contam os vizinhos do Bairro Piscatório de Esmoriz. Ao mesmo tempo os seus cães, de médio porte, tentavam atirar-se aos invasores.

Dentro de casa estavam duas toneladas de lixo (incluindo móveis, cobertores e roupa) e excrementos. Quando a idosa foi retirada, os militares da GNR ouviram aplausos da vizinhança.

De acordo com o comandante do Destacamento de Ovar, capitão Manuel Afonso, esta não é uma intervenção habitual da GNR. Mas ressalva que “no âmbito das suas competências esta força policial intervém sempre que necessário em situações de cariz social”. Perante o cenário, a GNR levou a idosa à ala de psiquiatria do Hospital de Aveiro.

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Foi examinada e os médicos concluíram que não padece do foro psiquiátrico e “tem mesmo uma saúde de ferro”. No entanto, mantém-se internada, até que a sua casa seja dotada das condições necessárias para regressar.

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