Governo acusado de fazer manobra

A Direcção Nacional da PSP, em Lisboa, era suposta ter servido ontem de plataforma de entendimento entre Governo e associações de taxistas, durante a discussão sobre as medidas de segurança a adoptar no futuro. O objectivo é evitar uma tragédia já repetida três vezes só nos últimos dois meses: motoristas de táxis assassinados por clientes.

23 de agosto de 2005 às 00:00
Governo acusado de fazer manobra Foto: Tiago Sousa Dias
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Mas a reunião não teve o efeito desejado. Segundo disse ao Correio da Manhã o presidente da Associação Nacional dos Tranportadores em Automóveis Ligeiros (ANTRAL), Florêncio de Almeida, esta “não foi mais do que uma manobra de marketing por parte do Governo”.

O dirigente sindical considera que “o Governo tem o dever de subsidiar, até 50 por cento, a montagem de equipamentos de segurança nos táxis – não só o GPS, conforme consta da lei, mas também o sistema de videovigilância nos veículos”, diz.

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E, segundo a mesma fonte, o secretário de Estado da Administração Interna, José Magalhães, que representou o Governo na reunião, “não mostrou qualquer abertura em relação aos financiamentos” – e desculpou-se “com a situação de crise do País”.

Florêncio de Almeida disse ainda que “o objectivo do Governo com esta reunião foi evitar possíveis manifestações dos motoristas” – por exemplo hoje, durante o funeral do último taxista assassinado, sábado, em Carcavelos.

À saída da reunião, onde também marcou presença a Federação Portuguesa do Táxi, o secretário de Estado, José Magalhães, anunciou “um terminal na PSP para contacto de emergência com os táxis”.

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E quanto a financiamentos limitou-se a dizer que “o Governo está a ponderar a forma de agir”.

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