Governo apoia casal português condenado a pena de prisão em Timor-Leste

Tribunal condenou o casal a oito anos de prisão efetiva, esta quinta-feira.

24 de agosto de 2017 às 18:44
José Luís Carneiro Foto: Tiago Petinga/Lusa
José Luís Carneiro Foto: Lusa
José Luís Carneiro, Francisco Assis, António José Seguro, apoio, PS Foto: Secundino Cunha

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O Governo português garantiu hoje que continuará a prestar todo o apoio, através da rede diplomática e consular, ao casal de portugueses condenado hoje a oito anos de prisão efetiva por um coletivo de juízes de Timor.

"Trata-se de uma situação complexa que tem vindo a ser acompanhada com muita preocupação por este Governo", refere uma nota do secretário de Estado das Comunidades, José Luís Carneiro, enviada à agencia Lusa.

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"Neste âmbito, a rede diplomática e consular continuará a acompanhar a situação e a prestar todo o apoio aos cidadãos em questão, no garante de todos os direitos fundamentais, nomeadamente em sede de recurso da decisão proferida", garante.

O Governo português "espera e confia que a tramitação do processo se faça de acordo com a lei e a justiça", refere ainda a nota onde se dá conta de que o Governo tomou conhecimento da pena aplicada e também da intenção já manifestada pela defesa da apresentação de recurso.

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Um coletivo de juízes do Tribunal Distrital de Díli condenou hoje o casal de portugueses Tiago e Fong Fong Guerra a oito anos de prisão efetiva e uma indemnização de 859 mil dólares por peculato.

Depois de vários atrasos e adiamentos, a juíza Jacinta Costa, que preside ao coletivo de juízes que ouviu o caso, leu o acórdão durante uma audiência que decorreu hoje, com duas interrupções, na sala principal do tribunal de primeira instância em Díli.

O tribunal declarou os dois arguidos coautores do crime de peculato e absolveu-os pelos crimes de branqueamento de capitais e falsificação documental de que eram igualmente acusados.

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"Os arguidos prejudicaram as finanças e a economia do Estado, e defraudaram o Estado de Timor. Atuaram de forma livre, deliberada e consciente, sabendo que as suas condutas não eram permitidas por lei e que eram criminalmente puníveis", disse a juíza que esteve durante mais de quatro horas a ler o acórdão da acusação.

O Ministério Público tinha pedido uma pena de prisão de oito anos pelos crimes e a defesa tinha pedido absolvição.

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