Governo português transmite disponibilidade para apoiar família de jovem morto em Londres
Secretário de Estado explicou que por se tratar de um caso sob tutela judicial não há ainda dados definitivos.
O secretário de Estado das Comunidades Portuguesas transmitiu esta terça-feira a disponibilidade de prestar apoio consular à família do jovem morto no sábado em Londres, que "tudo levará a crer" fosse português, embora sem confirmação oficial.
"O corpo está a aguardar pela realização de autópsia e o posto consular para já não foi contactado pela família. Contudo, transmitimos toda a disponibilidade para se, algum familiar requisitar ou solicitar esse apoio, nomeadamente para a trasladação do corpo, esse apoio será garantido", disse José Luís Carneiro à Lusa.
O secretário de Estado explicou que por se tratar de um caso sob tutela judicial não há ainda dados definitivos, inclusivamente acerca da nacionalidade do jovem, "que tudo levará a crer que possa ser português".
"Não temos ainda a confirmação oficial por parte das autoridades britânicas. Estamos a procurar, por via dos serviços consulares, obter melhores informações da parte das autoridades policiais e judiciárias, porque são quem tem os dados que ainda não possuímos", afirmou.
A polícia londrina anunciou hoje a detenção de dois adolescentes suspeitos do esfaqueamento até à morte de Wilham Mendes, um jovem pugilista amador, na madrugada de sábado numa rua de Londres.
Em comunicado, a polícia afirma que, na segunda-feira, dois jovens de 15 anos foram detidos e acusados do homicídio e roubo de Mendes, de 25 anos, a residir em Tottenham desde 2015.
Os dois suspeitos vão ser presentes a tribunal na quarta-feira, no Tribunal de Westminster.
O comunicado precisa que a polícia foi chamada às 01:20 da madrugada de sábado por um esfaqueamento em Albert Place e encontrou Wilham com "múltiplas facadas".
O jovem "foi transportado para um hospital do leste de Londres e declarado morto às 02:13".
A família foi avisada pela polícia, segundo o comunicado.
Num artigo publicado na segunda-feira, o jornal The Guardian cita o comandante da polícia encarregado da investigação, Glen Lloyd, que diz que, apesar das detenções, a investigação continua.
"As primeiras informações recolhidas pela minha equipa estabeleceram a possibilidade de Wilham ter sido esfaqueado durante um assalto", disse, apelando para que quaisquer testemunhas contactem a polícia.
"Por muito pequeno que seja um pormenor, por muito pouco que tenham visto, a vossa informação pode ser vital para a nossa investigação", frisou.
"No centro da nossa investigação está a morte de um jovem inocente e promissor que foi brutalmente assassinado na rua", acrescentou.
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