Supermercados em risco de falta de comida devido à greve dos motoristas
Governo ordena às forças de segurança que respondam com prontidão a não cumprimentos de serviços mínimos.
A Associação Portuguesa das Empresas de Distribuição está a encarar "com cautela" a cada vez mais provável greve dos motoristas, que tem início marcado para dia 12 de agosto. "Se houver uma perturbação na distribuição e se o stock é infinito, é óbvio que vamos ter consequências em loja", disse o diretor geral da APED, Gonçalo Lobo Xavier, em declarações ao Expresso
Num par de dias, as prateleiras podem ficar despidas, começando logo pelas frutas e legumes, distribuídos diariamente, e que são impossíveis de armazenar. "A área mais crítica é a dos frescos", assume o responsável, seguindo-se depois o leite e os seus derivados. "Em dois, três dias, deixa de ser possível assegurar a sua refrigeração", explica Maria Cândida, engenheira da Associação Nacional dos Industriais de Laticínios.
Apesar de um cenário problemático, os responsáveis ouvidos pelo semanário pede calma, de maneira a que se evite uma corrida aos supermercados. "Acredito mesmo na capacidade negocial", garante Lobo Xavier.
De acordo com o mesmo jornal, o Governo não acredita que a greve possa ser desmobilizada, considerando que as empresas transportadoras não têm margem para ceder mais, e já tem um plano de contingência preparado. Temendo que os motoristas não respeitem os serviços mínimos ou a requisição civil, PSP, GNR e exército estão a fazer escalas reforçadas que permitam assegurar a paz social, seja a conduzir os próprios camiões-cisterna como para evitar bloqueios.
Esta sexta-feira, o Sindicato Nacional dos Motoristas de Matérias Perigosas garantiu que vai impugnar o despacho dos serviços mínimos para a greve de agosto, caso o Governo inclua as operações de carga e descarga.
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