Grupo acusado de roubar carros para roubos violentos no Porto começou a ser julgado

Dos cinco arguidos, dois estão com pulseira eletrónica com obrigação de permanências no domicílio, e dois em prisão preventiva, um no Estabelecimento Prisional de Braga e outro em Custoias.

21 de janeiro de 2026 às 14:10
Tribunal de S. João Novo Foto: Peter Spark/Movephoto
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O grupo acusado de furtar viaturas para realizar roubos violentos na Área Metropolitana do Porto, durante 2024, começou esta quarta-feira a ser julgado, no Porto, com dois dos arguidos e entrarem em contradição e um deles negar ser "o cabecilha".

Na primeira sessão do julgamento, que arrancou esta manhã no Tribunal de S. João Novo, foram ouvidos dois dos cinco arguidos, todos a ser julgados por furtos, furtos qualificados, roubos violentos e crimes de auxílio material.

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Segundo revelou a PSP, à data do desmantelamento do grupo, em dezembro de 2024, o grupo terá furtado pelo menos seis viaturas para realizar quatro roubos, sendo que atuava de "forma altamente organizada, com percursos estudados, meios técnicos desenvolvidos e estudavam minuciosamente o percurso" das vítimas, todas funcionários ou responsáveis de gasolineiras.

Os elementos do grupo, com idades entre os 32 e os 41 anos, apontou a PSP, "atuavam com recurso à tecnologia" e exerciam profissões ligadas à mecânica.

"Eu sou mecânico de profissão. Eu fiz isto porque foi uma altura má da vida. Não ganhei nada com isto", disse o primeiro arguido a ser ouvido, que confessou ter praticado o crime de furtos de viaturas, ajudado a mover material roubado e de ter assaltado uma funcionária de um posto de abastecimento para roubar o dinheiro que a vítima ia depositar num cofre.

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"Eu admito que sim. Furtámos [o arguido e um segundo arguido, dono da oficina de mecânica onde ambos trabalhavam] o carro. Fizemos uma emboscada à mulher e saímos os dois do carro. Eu levava um martelo, não uma arma de fogo, mas era só para partir o vidro do carro, se fosse preciso", contou.

Este arguido, que está em prisão domiciliária, explicou que "não sabia que era crime" transportar material roubado: "Não sabia que era crime. Eu desconfiei que era roubado e tal, mas não perguntei", disse, depois de confessar ter ido com um dos arguidos a um descampado para transportar material mecânico que ali estava.

Questionado sobre se tinha planeado os crimes que assumiu, um de roubo e dois de furtos de automóveis, este arguido negou: "Não, foi na altura. Eu sabia para o que ia mas não planeie nada, não fui eu", disse.

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O segundo arguido a testemunhar na sessão desta manhã, quando questionado pela juíza se era o "cabecilha do grupo, quem planeou e arquitetou o plano todo", disse que não: "É falso. Eu não fui o cabecilha de nada", respondeu, apontando a culpa para outro dos homens a ser julgado.

No entanto, acabou por admitir alguns dos crimes: "Os carros sim e alterei uma mota de água com material de outra mota que tinha sido roubada em Braga, mas não organizei nada", disse.

Mas, admitiu, ter sido ele a planear o assalto à funcionária da gasolineira: "Eu soube e fizemos", disse.

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O julgamento continua na quinta-feira, com a continuação da audição deste arguido e dos outros três.

Dos cinco arguidos, dois estão com pulseira eletrónica com obrigação de permanências no domicílio, e dois em prisão preventiva, um no Estabelecimento Prisional de Braga e outro em Custoias.

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