Grupo contra hotel rural na Ria de Alvor

Cidadãos vão contestar projeto para a Quinta da Rocha.

24 de abril de 2019 às 08:52
Ria de Alvor Foto: Pedro Noel da Luz
Ria de Alvor Foto: Nuno Alfarrobinha
Ria de Alvor Foto: Nuno Alfarrobinha

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O grupo de cidadãos criado para impedir o avanço de um empreendimento turístico para a zona de João D’Arens, em Portimão, vai contestar também o novo projeto turístico e agrícola que está previsto para a Quinta da Rocha, junto à Ria de Alvor.

A avaliação de impacte ambiental do empreendimento, tal como o CM já noticiou, está em consulta pública até ao dia 8 de maio.

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O grupo considera que o projeto "constitui um aumento considerável de infraestruturas urbanísticas para uma zona húmida tão sensível, um sítio RAMSAR e Rede Natura 2000".

Segundo referiu ao CM Lucinda Caetano, que integra o grupo de cidadãos, o projeto "viola o Plano Diretor Municipal de Portimão", porque este obriga à realização de "um plano de salvaguarda ambiental" para a zona.

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Os contestatários consideram que "a Quinta da Rocha é uma triste história de violações e desconsideração pelo meio ambiente", em que "por milagre se transformaram casebres a cair, arrumos para alfaias agrícolas, vacarias e outros edifícios sem qualquer aptidão para habitação, em prédios urbanos aptos para habitação".

PORMENORES 

Hotel e casas de campo

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O promotor é a empresa Water View, que quer implementar um empreendimento em espaço rural constituído por um hotel com 12 quartos e nove unidades de casas de campo, com um total de 64 camas. A área bruta de construção é de 3238 m².

Fora de zonas húmidas

A propriedade ocupa cerca de 200 hectares, mas segundo o promotor "a área abrangida pelo projeto não inclui a totalidade da Quinta da Rocha, mas apenas os terrenos de cota mais elevada, que não integram zonas húmidas ou sapais".

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