'Grupo de Chelas' conhece acórdão esta sexta-feira

27 elementos acusados de roubo, rapto e tráfico de droga.

13 de maio de 2016 às 10:43
Grupo de Chelas, acordão, julgamento Foto: David Martins
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Um grupo violento de 27 elementos vulgarmente designado por 'grupo de Chelas', acusado de associação criminosa, roubo, extorsão, rapto, ofensas à integridade física e tráfico de droga, conhece esta sexta-feira o acórdão, em Lisboa.

Entre os arguidos, com idades entre os 24 e os 65 anos, está um soldado do Exército português.

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Segundo o despacho de acusação do Ministério Público (MP), os arguidos "constituíram um grupo violento" com o objetivo de "dominarem determinados espaços de centros comerciais e de estabelecimentos de diversão noturna" como forma de auferirem valores avultados através de roubos, tráfico de droga ou cobranças difíceis.

"O grupo revelava enorme perigosidade e atividade criminosa regular, vivia dos proventos dessa atividade, utilizava armas de fogo e exigia avenças semanais ou mensais a determinadas pessoas como forma de pagamento de serviços de 'segurança' que mais não eram do que o domínio do espaço pretendido nos estabelecimentos noturnos, o que lhes permitia o desenvolvimento dessas atividades", sustenta o MP.

Os arguidos, segundo a acusação, "agiam sob a chefia de um líder e desenvolviam a atividade criminosa através de vários grupos operacionais cujos membros revelavam capacidade de rotatividade e especial mobilidade".

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O alegado líder do grupo é suspeito de ter ligações a outros elementos que cometeriam o mesmo tipo de crimes no Brasil e na Guiné.

Este grupo, designado pela investigação como 'grupo de Chelas', tinha, de acordo com o MP, "enraizamento e implantação com base numa subcultura de violência, agia com coesão e utilizava alcunhas ou 'nicknames' para dificultar a identificação".

Seis dos elementos, incluindo o suposto líder desta associação criminosa, foram detidos em janeiro de 2014.

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A leitura do acórdão do julgamento, que teve início em setembro do ano passado, está agendada para as 15:00 na Instância Central Criminal de Lisboa, Juiz 2, no Campus da Justiça.

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