Guarda da cadeia servia burlão famoso
Recebia para fazer entrar telemóveis na cadeia.
Um guarda prisional da cadeia de Pinheiro da Cruz, em Grândola, deixou-se corromper por Allan Guedes Sharif, um famoso burlão luso-americano ali a cumprir pena, e passava telemóveis para o interior da prisão e fazia no exterior burlas informáticas sob ordens expressas do recluso, recebendo dinheiro em troca. Joaquim Cabaço foi ontem detido pela PJ, a pedido do DIAP de Lisboa, e vai hoje a tribunal.
Segundo apurou o CM, a detenção ocorreu de manhã, quando o guarda prisional se preparava para entrar ao serviço. No interior da cadeia estavam já os inspetores da PJ que procederam à sua detenção.
O guarda, com cerca de 40 anos, estava a ser investigado por crimes de corrupção. Nos dois anos em que prestou serviço em Pinheiro da Cruz terá passado telemóveis a reclusos, um deles Allan Guedes Sharif – que ajudou ainda em crimes de burla informática.
A detenção surpreendeu os mais de 150 guardas prisionais que prestam serviço em Pinheiro da Cruz. Joaquim Cabaço aparentava ser um bom profissional. Antes de ser colocado naquela prisão havia cumprido serviço nos Açores e na elite da guarda prisional, o GISP (Grupo de Intervenção de Segurança Prisional).
Allan Sharif, 36 anos, ficou famoso por assaltar bancos nos Estados Unidos através do telefone, a partir de casa, em Fornos de Algodres, fazendo-se passar por informático ou ameaçando com bombas. Foi preso em 2008 em Portugal e condenado a 17 anos por burla e extorsão e, depois, a 10 anos por rapto de um empresário.
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