Guardas do céu reúnem-se

Os controladores de tráfego aéreo civis e militares, que todos os dias guardam e garantem que não aconteça nenhum acidente nos céus de Portugal, reuniram-se ontem, na Base Aérea n.º 6, Montijo, num encontro internacional. Baptismos de voo, demonstrações do helicóptero da Força Aérea EH101 Merlin, passagens de F16, exposições de aeronaves e carros antigos. Actividades diversas, numa ocasião em que se pretende acentuar a solidariedade entre colegas e desmistificar a profissão.

27 de maio de 2007 às 00:00
Guardas do céu reúnem-se Foto: Vasco Varela
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Ana Brito e Pedro Matos, controladores aéreos civis há nove anos, vêem este encontro como uma forma de “conhecer as realidades uns dos outros” e de “trocar experiências.” Ana deixou de parte o ensino para seguir aquilo que considera ser uma “profissão interessante” porque “não há um dia igual ao outro.”

Pedro Matos, diz sempre ter gostado de aviões e esclarece que não se arrepende “um único dia” em ter seguido a profissão que, afirma, “é uma das menos rotineiras do mundo.”

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Estes encontros, que começaram nos anos 90, são, de acordo com o major Paulo Gonçalves, da Força Aérea, uma forma de “reforçar a união entre militares e civis”, criar empatia entre os profissionais.

Num dia em que não existiram patentes, aberto a todos os controladores de tráfego aéreo e seus familiares e amigos, o companheirismo e a solidariedade sobressaíram. Como recorda Ana Brito este é “um trabalho de equipa”, onde não pode haver “excessos de confiança.”

Numa visita à torre de controlo da base, local de grande responsabilidade, o capitão António Rita, explica que ali “a omissão não tem lugar, o conceito de equipa é fundamental. Aqui não há lugar indecisões e falhas de segurança”, diz.

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E, apesar de muitos considerarem a profissão de controlador de tráfego aéreo uma das mais stressantes do mundo, o capitão é claro afirma: “todos os procedimentos de alerta são treinados.” O “controlador habitua-se ao stress”, este é “o nível de activação de que precisamos”, reforça.

A reunião é, para estes profissionais, muito importante pois partilham espaço aéreo e trabalham em conjunto. A ideia de que todos são uma “equipa” está presente do primeiro ao último minuto do encontro.

EH101 MERLIN

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O novo heli da Força Aérea, usado em missões de busca e salvamento, vai até 400 milhas.

AVIÃO C130

O C130 tem grande versatilidade. Pode levar até 92 passageiros mas a sua missão primária é a de transporte aerotáctico.

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F16

São considerados a espinha dorsal da NATO. Em Portugal são usados na defesa do País.

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