“Guardou o dinheiro no casaco”: Elad Dror afirma que Paulo Malafaia recebeu 25 mil euros dentro de um saco

Empresário é um dos 16 arguidos em julgamento, onde está em causa um alegado esquema de corrupção em Vila Nova de Gaia.

11 de março de 2025 às 12:51
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Na 18ª sessão de julgamento da operação Babel, Elad Dror continua a prestar declarações. O empresário é um dos 16 arguidos em julgamento, onde está em causa um alegado esquema de corrupção em Vila Nova de Gaia. A procuradora começou esta terça-feira a colocar questões sobre o projeto ‘Riverside’, na Quinta de Santo António. “Alguma vez sentiu que as dificuldades na Câmara eram para se chegar à frente?”, questionou a magistrada, pretendendo assim saber se alguma vez Elad sentiu que tinha de entregar dinheiro. O empresário israelita garante que nunca sentiu isso.

Durante toda a manhã a procuradora confrontou Elad com mensagens e com telefonemas que manteve com outros intervenientes do processo. A magistrada coloca também várias questões sobre os 50 mil euros que Elad Dror admitiu que entregou a Paulo Malafaia. O empresário já declarou no julgamento que não se trataram de subornos para que Patrocínio Azevedo, então vice-presidente da CM Gaia, favorecesse projetos imobiliários do grupo Fortera.

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“Como iam acondicionados os 25 mil euros? Vinham em algum saquinho?, pergunta a procuradora, referindo-se à primeira entrega de janeiro de 2021.

“Estava num saco, dentro do meu saco e entreguei”, afirmou Elad, que diz que Paulo Malafaia “guardou o dinheiro no casaco”.

As mesmas questões são colocadas pela procuradora em relação à outra entrega de dinheiro, em junho de 2021. O empresário diz que não se recorda como o dinheiro estava acondicionado. “Não me recordo, geralmente ia na minha mochila”, explicou. “O que sei é que o valor total que entreguei foram 50 mil euros. Provavelmente não eram notas de 5 e 10, mas algumas podem ter sido”, acrescentou.

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O dinheiro foi entregue a Paulo Malafaia, que já no centro comercial Norteshopping o deu ao advogado João Lopes.

O julgamento arrancou a 20 de janeiro e envolve um total de 16 arguidos. Entre eles está Patrocínio Azevedo, antigo ‘vice’ de Gaia, que a acusação diz que foi subornado com 125 mil euros e relógios de luxo.

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