Guerra de padres na solidariedade
As eleições para a direcção da Confederação Nacional das Instituições de Solidariedade CNIS), marcadas para sábado, estão a ser palco de uma guerra aberta entre a candidatura do actual presidente, padre Lino Maia, e o movimento que apoia o candidato alternativo, o padre Arsénio Isidoro, prior do Centro Paroquial da Ramada e de Famões (Odivelas).
Em causa estão acusações de irregularidades: o padre Lino candidata-se a um terceiro mandato, quando o limite por lei, salvo casos excepcionais – impossibilidade ou inconveniência de substituição do presidente – é de dois mandatos. Para o efeito, foi convocada uma assembleia geral, mas o voto foi por braço no ar, quando a regra é o voto secreto.
Por tudo isto, José Carlos Batalha, do movimento de apoio ao padre Arsénio, afirma ao CM: "Não descartamos a possibilidade de impugnar as eleições". Já o padre Lino Maia diz que tem "pena que tudo isto aconteça". Ambos os candidatos defendem que a ética é essencial. A CNIS representa cerca de 2700 IPSS, quase 250 mil postos de trabalho e mais de 5% do PIB nacional.
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