Guimarães cria uma praça no lugar da "casa dos pobres"
Obra de demolição do prédio e arranjo urbanístico está orçada em 190 mil euros e estará pronta no verão.
O Centro Histórico de Guimarães vai ter uma nova praça. A câmara municipal decidiu reabilitar o largo de Donães, devolvendo à fruição pública um quarteirão situado entre a rua da Rainha e a rua Egas Moniz, atualmente ocupado por um edifício conhecido por "casa dos pobres", que albergou, entre outras valências, a cantina social.
O renovado largo de Donães, enquadrado por muros e laranjeiras, acolherá na zona central uma escultura de ferro, que será colocada numa segunda fase, em homenagem às artes e ofícios vimaranenses. O pavimento da praça será em lajeado de granito e a viela em calçada à portuguesa, conforme a planta do século XVI e de 1863.
Com a demolição do edifício, construído há cerca de duas décadas, Guimarães consolida o processo de regeneração do seu centro histórico, classificado com o título de Património Mundial da UNESCO e ganha uma nova praça, recuperando a centralidade que teve outrora.
Além da área onde se encontra atualmente o edifício de rés do chão que está já a ser demolido, conhecido por "casa dos pobres", a empreitada engloba igualmente a rua de Donães, assim como a rua e a travessa João de Melo. O novo largo do centro histórico privilegiará, diz a autarquia, a circulação pedonal.
A demolição do prédio, que já começou, assim como a primeira fase da regeneração do espaço, tem um custo previsto de cerca de 190 mil euros e será executada num prazo de três meses. A nova praça pode ser já frequentada no próximo verão.
Este novo espaço público obedece à filosofia de intervenção adotada na reabilitação dos locais públicos do centro histórico de Guimarães, propondo-se um desenho urbano cuja pavimentação surge na continuidade dos materiais utilizados anteriormente.
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