‘Heli’ despenha-se no combate a fogo
O vento forte e as elevadas temperaturas foram factores que voltaram, ontem, a contribuir para a deflagração de dezenas de incêndios. As situações mais complicadas viveram-se nas localidades de Cezaredas (Lourinhã) e Vidais (Caldas da Rainha), onde as chamas ameaçaram habitações e obrigaram à evacuação de várias casas. Já em Oliveira de Azeméis, um helicóptero, que combatia as chamas em Minhoteira, Pinheiro da Bemposta, despenhou-se e foi obrigado a uma aterragem de emergência, depois das pás terem batido numa árvore. "Caiu desamparado e ainda bem que foi no meio da mata. Tinha casas a cem metros", disse ao CM um morador, assustado.<br/><br/>
A aeronave ficou com duas pás danificadas. A substituição de cada uma poderá custar mais de 60 mil euros. Apesar do susto, o ‘heli’ de combate às chamas, de Vale de Cambra, não fez nenhum ferido. Os cinco militares GIPS e o piloto saíram ilesos.
Ontem, o incêndio que mais meios mobilizou – 275 bombeiros e três meios aéreos – deflagrou em Olho Marinho, Óbidos. Na aldeia de Cezaredas, o principal objectivo dos bombeiros foi proteger as casas. Algumas culturas e explorações de pecuária foram atingidas. Uma idosa foi retirada da habitação em cadeira de rodas. Em Vidais, três casas foram evacuadas e o trânsito cortado na EN314.
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