Homicida nega planear crime

"Dá-me coragem, Maria da Luz, dá-me coragem, minha filha", sussurrava ontem, emocionada, Maria das Dores, mãe da professora de Geografia, de 34 anos, morta à facada, ao ver o homicida confesso da filha. Filipe Amorim negou, no Tribunal de Braga, ter premeditado o crime.

13 de dezembro de 2012 às 01:00
BRAGA, HOMICÍDIO, PROFESSORA, FACADAS, JULGAMENTO, TRIBUNAL Foto: Nuno Fernandes Veiga
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A audição do arguido decorreu à porta fechada, mas, no final do debate instrutório – a instrução foi requerida pela defesa, para alterar a qualificação do crime –, o advogado Pedro Miguel Branco insurgiu-se contra o Ministério Público e contra a Polícia Judiciária.

"A investigação é quase inexistente, parou no momento em que o arguido confessou o crime", atirou Pedro Miguel Branco, defendendo que "não existem indícios de agressividade ou perversidade que sustentem a acusação por crime de homicídio qualificado".

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Maria da Luz Fernandes foi assassinada a 10 de Maio, no apartamento onde vivia com o filho de 22 meses, em Maximinos, Braga. Segundo a acusação, Filipe Amorim matou a companheira com oito facadas, após uma discussão motivada por ciúmes. Depois de verificar que Maria da Luz estava morta, levou-a para a cama, cobriu-a com um edredão, e foi dormir com o filho.

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