Improviso de mecânico provoca queda de avião em Portimão

Manutenção defeituosa fez colapsar conduta de admissão de ar no momento da descolagem. Ocupantes escaparam com arranhões.

28 de janeiro de 2026 às 01:30
Avião despenhou-se em Portimão devido a manutenção defeituosa Foto: José Figueiredo/GPIAAF
Despenhamento de avião em Portimão devido a manutenção defeituosa Foto: GPIAAF

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A queda de um avião Piper Saratoga em setembro do ano passado no aeródromo de Portimão foi causada pela forma como um mecânico improvisou a reparação da conduta de admissão de ar ao motor. A conclusão é do Gabinete de Prevenção de Investigação a Acidentes Aéreos e Ferroviários (GPIAAF), que acusa a oficina de "violação grosseira das práticas de manutenção, consideradas pela indústria como de execução negligente pelos envolvidos".

A aeronave, de registo britânico, avançou pela pista do aeródromo de Portimão perto das 15h00 de 29 de setembro. Mas a pouco mais de 15 metros de altitude sofreu uma falha de motor causada por "uma obstrução súbita do sistema de admissão de ar provocada pelo colapso da conduta de admissão". "Para o colapso do ducto contribuiu a remoção da sua estrutura metálica, alterando as características de projeto do componente para suportar as pressões negativas (sucção) presentes no sistema de admissão do motor", explica o GPIAAF. Na prática, "a decisão de remoção do arame de aço, a execução e respetivo processo de certificação dos trabalhos na aeronave" estão na origem do acidente. Os dois ocupantes, donos da aeronave, escaparam apenas com arranhões. 

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