Inácio na cadeia e fora do estádio
Hugo Inácio, 39 anos, adepto do Benfica autor do disparo mortal do ‘very light’ que em 1996 vitimou o sportinguista Rui Mendes na final da Taça – crime pelo qual já cumpriu pena, com um período de fuga pelo meio –, foi ontem condenado a 18 meses de prisão efectiva, com pena acessória de proibição de entrar em recintos desportivos por dois anos, ao ter agredido e injuriado um polícia no dia 7 de Novembro, após o jogo da Liga dos Campeões entre o Benfica e o Spartak de Moscovo.
Inácio, que já fugiu uma vez à justiça, voltou a sair do tribunal em liberdade e tem 30 dias para contestar a pena.
A juíza na Pequena Instância Criminal de Lisboa considerou que "todos os crimes ficaram provados" – e que "o arguido não pode ser condenado a uma pena substituível por multa porque tem de entender de uma vez por todas que não pode repetir estes comportamentos".
"As excessivas condenações do arguido não o fizeram pensar e mudar a sua atitude", disse a juíza, recordando os cinco anos de cadeia aplicados pela morte de Rui Mendes no Jamor e outras penas por furto qualificado.
A leitura da sentença ficou marcada pela contestação da mãe de Hugo Inácio, que se levantou e gritou para a juíza: "Isto é uma injustiça."
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