Incendiário de Castelo de Paiva remete-se ao silêncio na primeira sessão de julgamento
Ricardo Bernardes, de 35 anos, confessou em interrogatório judicial ter cometido dois crimes incêndio florestal.
O homem acusado de ter ateado dois incêndios florestais na freguesia de Raiva, em Castelo de Paiva, remeteu-se ao silêncio no arranque do julgamento, esta semana, no Tribunal de Santa Maria da Feira.
O arguido, de 35 anos, reformado por invalidez, confessou aos agentes que o detiveram em primeiro interrogatório judicial ter cometido os crimes. Em tribunal, optou por não responder às questões colocados pelo juiz presidente.
Na altura, perante a juíza de instrução criminal, o arguido começou por dizer que, após o jantar, esteve num café, com uns amigos, a beber umas cervejas, afirmando não se lembrar de nada, desde que saiu do café até chegar a casa.
Após insistência da magistrada, acabou por admitir que praticou os factos descritos na acusação, agindo sob o efeito do álcool.
"Já não bebia há dois anos e meio e nesse sábado exagerei (...). Estava muito calor e caí na tentação de beber cerveja", declarou o arguido, afirmando não ter uma explicação para o sucedido.
O arguido já foi condenado a quatro anos de prisão, suspensa por igual período, por um crime idêntico.
Segundo a acusação do Ministério Público, os incêndios ocorreram na madrugada de 13 de julho de 2025 e consumiram cerca de 800 metros quadrados de mancha florestal.
As chamas terão colocado em perigo uma área florestal significativa, bem como várias habitações e unidades industriais situadas nas imediações.
O suspeito encontra-se em prisão preventiva e responde pelo crime de incêndio florestal.
Na primeira sessão foram ouvidas três testemunhas, incluindo um inspetor da Polícia Judiciária.
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