Fogo em Loulé provoca quatro bombeiros feridos. 390 operacionais combatem as chamas
Quatro bombeiros ficaram feridos e uma casa foi afetada. Estão ativas duas frentes.
Perto de 400 operacionais e 135 meios técnicos apoiados por 10 máquinas de rastos estão a combater um incêndio com duas frentes ativas, que deflagrou numa zona de mato, em Loulé, próximo da Aldeia do Ameixial, esta terça-feira. Pelo menos quatro bombeiros sofreram ferimentos, com três a apresentarem pequenos traumas físicos na sequência do fogo.
Ao que o Correio da Manhã apurou, os habitantes da Aldeia do Ameixial tiveram de ser retirados de casa, enquanto parte da Estrada Nacional 2 está cortada devido ao fogo e à densa coluna de fumo que se ergue na zona. As chamas ameaçam passar o concelho de Almodôvar, no Alentejo.
Três dos quatro bombeiros feridos apresentam pequenos traumas físicos na sequência do fogo, de acordo com o segundo comandante regional de Emergência e Proteção Civil do Algarve, Abel Gomes. Dois foram transportados para o Hospital de Faro.
Segundo o responsável, dois dos bombeiros são da corporação de Bartolomeu de Messines e um do corpo de Bombeiros de Portimão, sendo que os dois que foram transportados de ambulância sofreram traumas num ombro e num joelho, mas "nada de grave".
Fonte da Proteção Civil adiantou que houve uma casa afetada, junto à a Estrada Nacional 2 (EN2) mas que, "apesar de estar equipada, não é habitada".
"Foi afetada com dois compartimentos que arderam, mas pensa-se que tenha sido uma fagulha que entrou pelo telhado, uma vez que ardeu de dentro para fora. Mas rapidamente foi extinto e foi a única habitação afetada pelo incêndio", garantiu.
Abel Gomes acrescentou ainda que o incêndio continua a lavrar em duas frentes ativas "com intensidade", sendo que a frente do flanco esquerdo, que se dirige à localidade dos Vermelhos, está com evolução mais favorável ao combate.
Já o flanco a direito, a este da localidade do Ameixial, lavra com maior intensidade e é o ponto mais crítico do incêndio, uma vez que é expectável que o vento rode e comece a fazer pressão nesse flanco, a este.
"Temos ainda uma preocupação, como disse há pouco, com o flanco direito, porque temos ali um forte potencial de abertura do incêndio. As previsões indicam que o vento rode e que possa levar o incêndio para o flanco direito. Portanto, é aí que está o nosso potencial e é onde ele está mais ativo", referiu Abel Gomes.
Os bombeiros que acorrem ao local são oriundos de várias corporações do Algarve e os meios aéreos são do Algarve e também do Alentejo. Estão ainda no terreno 10 máquinas de rastro.
"O incêndio está a abranger uma área grande porque o vento é muito forte no local, havendo projeções [do fogo] a 500 metros", referiu fonte do Comando Sub-Regional de Emergência e Proteção Civil do Algarve , sublinhando que apesar de haver casas na área de intervenção do incêndio, não houve ainda necessidade de retirar pessoas.
O alerta foi dado pelas 10h49 desta terça-feira.
Em atualização
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