Inexperiência e nevoeiro provocam queda de aeronave em Ponte de Sor
Jovem paquistanês sem referências visuais despenhou-se.
A formação de nebulosidade a baixa altitude, a falta de luz natural e a inexperiência do jovem piloto de 21 anos foram as causas do despenhamento de um Cessna 152 em julho do ano passado, a dois quilómetros do aeródromo de Ponte de Sor.
A vítima, um paquistanês que estava em Portugal para obter a licença de piloto de linha aérea, não tinha qualquer experiência em voo noturno nem em voo por instrumentos.
De acordo com o relatório do Gabinete de Prevenção e Investigação de Acidentes com Aeronaves e de Acidentes Ferroviários (GPIAAF), agora divulgado, devido a este acidente a mortal a escola já alterou o planeamento do curso de forma a evitar uma repetição da tragédia.
A investigação concluiu que o despenhamento da aeronave ficou a dever-se à "entrada inadvertida em IMC (condições meteorológicas de voo por instrumentos) com consequente desorientação espacial do aluno piloto devido à perda de referências visuais".
Na prática, durante um treino noturno em que o piloto tinha de descolar, voltar a aterrar, parar e descolar de novo (stop & go), após três circuitos feitos com sucesso, descolou pelas 21h39 para uma quarta vez.
Nesta altura tinha-se formado um banco de nevoeiro ou nuvens baixas, que deixou o piloto sem referências visuais. Com o vento de cauda, a aeronave ficou sem sustentação, situação que o piloto não se apercebeu, e acabou por cair de forma descontrolada.
Foi localizada três horas depois numa zona de pinhal e sobreiros.
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