Inspetor da PJ acusado do desvio de 200 mil euros
Dinheiro desviado numa busca à mansão do ministro das Finanças da República do Congo.
O inspetor da Judiciária que foi preso pelos colegas da Unidade de Combate à Corrupção, em julho de 2016, por ter desviado um maço de 200 mil euros em notas numa busca à mansão do ministro das Finanças da República do Congo, Gilbert Ondongo, na Quinta da Marinha, Cascais, foi agora acusado por peculato – além de responder ainda por burla qualificada e falsificação de documentos. Emanuel Briosa está preso.
O investigador da PJ, recorde-se, cedeu à tentação de desviar 400 notas de 500 € que estavam cintadas, num total de 200 mil €. Mas foi traído pelo facto de a sua postura ter levantado suspeitas aos colegas, durante as buscas, a 3 de fevereiro do ano passado.
Senão teria cometido o crime perfeito, uma vez que, até há pouco tempo, ninguém assumia a propriedade dos sete milhões, entre euros e dólares, que foram encontrados em dois cofres na cave daquela casa: isto porque se trata de dinheiro que, segundo a PJ, tem origem criminosa, num esquema de corrupção internacional em que foram detidos os empresários José Veiga e Paulo Santana Lopes, na Operação Rota do Atlântico.
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