Juiz rejeita pedido de libertação imediata dos três detidos por corrupção na Madeira
Pedro Calado foi o terceiro suspeito a ser ouvido no âmbito de um processo que investiga suspeitas de corrupção na Madeira, depois de Custódio Correia e Avelino Farinha.
Os advogados do ex-autarca do Funchal e dos restantes arguidos avançaram com um pedido de libertação imediata dos detidos, que foi apreciado pelo juiz. No entanto, este rejeitou a libertação imediata dos três detidos. O interrogatório terminou e Pedro Calado respondeu apenas às perguntas do juiz, recusando responder ao Ministério Público ou à defesa, alegando que estava "cansado", segundo apurou o CM.
O juiz de instrução criminal Jorge Bernandes Melo tinha convocado os restantes advogados, André Navarro de Noronha e Raul Soares da Veiga, que representam Custódio Correia e Avelino Farinha, respetivamente, para que estivessem presentes no início das alegações.
Pedro Calado encontrava-se a cumprir o terceiro dia de inquirição, que teve início esta quinta-feira cerca das 10h10, de acordo com a mesma fonte.
À saída do tribunal, o advogado do ex-autarca tinha afirmado que não poderia esclarecer se Pedro Calado iria continuar a ser ouvido à tarde e acrescentou que "é possível que hoje se entre nas medidas de cação".
Os defensores dos restantes arguidos detidos, Custódio Correia e Avelino Faria, foram chamados a pronunciar-se sobre a promoção de medidas de coação pelo Ministério Público.
Segundo apurou o CM, o diamante apreendido a Pedro Calado já foi sujeito a perícias, levadas a cabo pela Casa da Moeda.
Trata-se de uma pedra sintética, cujo valor varia consoante a cotação de mercado dos diamantes reais.
Pedro Calado foi o terceiro suspeito a ser ouvido no âmbito de um processo que investiga suspeitas de corrupção na Madeira, depois dos empresários Custódio Correia, principal acionista do grupo ligado à construção civil Socicorreia, e Avelino Farinha, líder do grupo de construção AFA.
A Polícia Judiciária (PJ) realizou, em 24 de janeiro, cerca de 130 buscas domiciliárias e não domiciliárias sobretudo na Madeira, mas também nos Açores e em várias zonas do continente, no âmbito de um processo que investiga suspeitas de corrupção ativa e passiva, participação económica em negócio, prevaricação, recebimento ou oferta indevidos de vantagem, abuso de poderes e tráfico de influência.
Na sequência das buscas, a PJ deteve o então presidente da Câmara do Funchal Pedro Calado (PSD), que renunciou ao mandato, Avelino Farinha e Custódio Correia.
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