INTOXICAÇÃO ALIMENTAR LEVA 60 AO HOSPITAL

Um funcionário e 59 alunos da Escola Secundária Júlio Dantas e de dois outros estabelecimentos de ensino do 1.º Ciclo de Lagos (aos quais a referida escola fornece refeições) tiveram de receber assistência hospitalar nos últimos dois dias devido a uma intoxicação alimentar, mas nenhum ficou internado. Está ainda por determinar qual o alimento causador do problema.

18 de março de 2004 às 00:00
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A situação foi detectada a meio da tarde de anteontem, quando alguns alunos revelaram queixas de vómitos e diarreia, pelo que foram transportados, através de ambulâncias e carros particulares, para o Hospital de Lagos, verificando-se o mesmo com um funcionário da Júlio Dantas. Ontem, mais nove jovens necessitaram de cuidados médicos pelo mesmo motivo.

De acordo com o director do Hospital de Lagos, Pimenta de Castro, deram entrada 59 jovens e um adulto, mas “não nenhum caso era grave”. Alguns estudantes acabaram, no entanto, por ficar internados durante algumas horas e quatro foram encaminhados para a Pediatria do Hospital do Barlavento, em Portimão.

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O director hospitalar realçou que este foi o maior caso de intoxicação alimentar registado nos últimos anos no concelho.

Entretanto, o presidente do conselho executivo da Escola Júlio Dantas, Florivaldo Abundâncio, referiu ao CM que o almoço de terça-feira foi carne de porco à portuguesa e fruta, enquanto no dia anterior fora salada de atum. Em cada um destes dias foram servidas cerca de 250 refeições.

Segundo o referido responsável, a carne usada anteontem foi entregue pelo fornecedor (que abastece outras escolas do concelho) na segunda-feira, enquanto a maionese foi aberta no mesmo dia e os ovos têm como fim do prazo de validade o dia 23 deste mês.

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O delegado de Saúde de Lagos já recolheu amostras da comida para análise, tendo em vista determinar qual o produto que provocou a intoxicação.

Os funcionários da cantina da Escola Júlio Dantas também foram sujeitos a análises, o mesmo acontecendo com os alunos afectados.

Florivaldo Abundâncio refere, no entanto, que a situação é algo estranha, dado que entre os estudantes assistidos no hospital “quatro nem sequer haviam almoçado na escola, quer na segunda quer na terça-feira”.

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Este estabelecimento de ensino fornece ainda refeições aos estabelecimentos do 1.º Ciclo e jardins-de-infância da Meia Praia e de Espiche, onde também se registaram casos de crianças com intoxicação alimentar. Houve também professores que, apesar de não terem recorrido ao hospital, se sentiram indispostos.

O presidente do conselho executivo frisou que durante as duas décadas de funcionamento da Escola Júlio Dantas nunca houve um caso destes, até porque “existe uma grande preocupação com a qualidade dos alimentos que servimos”.

Sinal disso mesmo, segundo Florivaldo Abundâncio, é o facto de uma empresa especializada efectuar trimestralmente inspecções à cantina para determinar eventuais problemas que possam existir, por forma a que estes sejam imediatamente corrigidos.

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CONFIANÇA

Apesar do sucedido, o presidente da Associação de Pais da Escola Júlio Dantas, José Reis, não vê razões para desconfianças em relação à comida, acentuando mesmo que “esta escola sempre primou pela qualidade”.

AZAR

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Para o representante dos pais, o que se passou foi um azar que pode acontecer em qualquer lado. Espera agora as conclusões das análises.

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