Investigadores desmentem versão de português que matou quatro pessoas em Espanha

Agentes da Polícia Nacional negam disparos de arma de fogo a anteceder os 13 atropelamentos de Micael Montoya, na zona de Madrid.

20 de maio de 2025 às 18:48
Micael Montoya está a ser julgado num tribunal próximo de Madrid, Espanha. Acusado por 13 homicídios, quatro consumados Foto: Direitos Reservados
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A sessão desta terça-feira do julgamento do português Micael Montoya, num tribunal de Madrid, Espanha, ficou marcado pelo desmentido dos investigadores da Polícia Nacional daquele país à versão apresentada pelo arguido. Os investigadores, chamados a depor como testemunhas, dizem não ter encontrado quaisquer invólucros de munições de arma de fogo no local dos 13 atropelamentos (4 deles mortais) provocados pelo português, desmentindo Micael Montoya que garantiu ter agido - atirou o carro contra uma família num casamento - devido a "um medo insuperável", após ele e a família terem sido alegadamente alvo de disparos.

Os elementos policiais disseram mesmo ao coletivo de juizes que está a julgar o português que foram encontradas quatro armas brancas na viatura que o arguido usou para consumar os atropelamentos. Segundo relatos da comunicação social espanhola, os agentes disseram "ter encontrado um cenário grotesco no local, com corpos atirados ao solo, sangue, restos mortais e várias pessoas a gritarem com ferimentos graves".

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Micael Montoya enfrenta, caso a acusação do Ministério Público seja dada como provada, uma pena de prisão que pode chegar aos 226 anos. Enfrenta 13 acusações de homicidio, quatro delas consumadas. É esperado que o português preste depoimento a 29 de maio, dia em que está previsto o fim da produção de prova no tribunal provincial de Madrid. 

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