Irmãs obrigadas a comer no átrio da escola

Três irmãs, de cinco, sete e oito anos, oriundas de uma família carenciada, têm de almoçar no átrio da escola – afastadas das outras crianças – e de levar prato e talher de casa, por causa de uma alegada dívida à Associação de Pais.

07 de janeiro de 2012 às 01:00
Tomar, escola, fome Foto: Rui Miguel Pedrosa
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Depois de, na quinta-feira, terem almoçado na rua, ontem já puderam entrar, mas tiveram de tomar a refeição no átrio da escola de Carvalhos de Figueiredo (Tomar), disse ao CM a mãe das meninas. Alexandra Antunes, de 27 anos, adianta que está desempregada e ainda não conseguiu arranjar dinheiro para pagar os 80 euros "em dívida desde 22 de Dezembro".

"É uma crueldade e uma violência. Não houve tolerância nenhuma e agora estão a vingar-se nas crianças quando querem atingir os pais", salienta Alexandra Antunes.

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O pai das menores, Francisco Antunes, 31 anos, nega a existência de uma dívida e defende que têm 406 euros a receber, nomeadamente de subsídios pagos pela câmara. A Associação de Pais da EB 1 de Carvalhos de Figueiredo remete declarações oficiais para segunda-feira à noite, mas o seu presidente, Pedro Fontes, disse ao CM que "está tudo a ser feito dentro da lei" e que a dívida em questão, no valor de 480 euros, já vem de anteriores anos lectivos.

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