Jackpot com tecto de 190 milhões

O Euromilhões vai ter, a partir do sorteio de 17 de Fevereiro, um limite máximo de 190 milhões de euros para o primeiro prémio. As novas condições foram discutidas há um mês, entre os representantes de cada um dos nove países onde se realiza o sorteio, e foram publicadas a 30 de Dezembro através de uma portaria em Diário da República.

03 de janeiro de 2012 às 01:00
EUROMILHÕES, JACKPOT, GOVERNO, REGRAS, SANTA CASA, JOGO Foto: Diogo Pinto
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"O anterior regulamento, de Março de 2011, definia um valor máximo de 185 milhões de euros para o primeiro prémio. No entanto, todos os países do Euromilhões acertaram que essa quantia pudesse ser aumentada cinco milhões em cada um dos sorteios seguintes", explica ao CM Paes Afonso, vice-provedor da Santa Casa da Misericórdia de Lisboa, referindo que, "na prática, não existia um limite para o primeiro prémio".

Com a introdução de um tecto máximo de 190 milhões de euros para o primeiro prémio do Euromilhões, esclarece Paes Afonso, pretende-se "colocar um limite responsável ao valor do jackpot face à situação económica ímpar que toda a Europa atravessa".

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A negociação, acrescenta, foi complicada pois requeria que a decisão fosse tomada por unanimidade. A partir de agora, só podem existir dois concursos consecutivos com o prémio máximo de 190 milhões de euros. Caso não haja totalistas, o valor passa para o segundo prémio e assim sucessivamente até se encontrar uma aposta premiada.

A portaria assinada por Pedro Mota Soares, ministro da Solidariedade e da Segurança Social, evoca "a protecção da ordem pública e do património das famílias", além da "política de jogo responsável" e transparente para explicar a decisão. "Numa altura de crise, não era razoável que um jogo de sorte pudesse dar prémios superiores a 190 milhões", conclui Paes Afonso.

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