Janeiro passado foi o segundo mais chuvoso desde 2000

Precipitação atingiu um total de 233,4 mm (litros por metro quadrado).

04 de fevereiro de 2026 às 14:00
Chuva Foto: Direitos Reservados
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O passado janeiro foi o segundo mais chuvoso desde o ano 2000, indicou esta quarta-feira o Instituto Português do Mar e da Atmosfera (IPMA), precisando que todas as estações analisadas ultrapassaram o valor médio do mês.

Num comunicado divulgado esta quarta-feira com um resumo do Boletim Climatológico desse mês, o IPMA refere que a precipitação atingiu em janeiro um total de 233,4 mm (litros por metro quadrado), "cerca de duas vezes o valor médio registado no período 1991-2020 (105 mm)".

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Em relação às estações analisadas, adianta que em 78% o total de precipitação foi igual ou superior a duas vezes o valor médio e em 40% foi "2,5 a 3,5 vezes o valor médio".

"Todos os concelhos apresentam valores de água no solo acima da capacidade de campo, com concelhos do interior Norte, região Centro e litoral Sul muito próximos da saturação total do solo".

O IPMA destaca ainda que "a tempestade Kristin originou valores de intensidade do vento superiores a 130 km/h (quilómetros por hora) nos Distritos de Coimbra, Leiria e Castelo Branco", acrescentando que, tendo em conta apenas as estações da sua rede, se registou uma rajada de 156 km/h às 05:20 do passado dia 28 na estação meteorológica de Leiria.

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Quanto à temperatura do ar, indica que a média foi de 9,19 graus centígrados (°C), 0,15°C acima do valor normal registado no período de 1991-2020 e o 12.º mais alto desde 2000.

O valor médio da temperatura máxima do ar, 12,71°C (0,64 abaixo do valor normal), foi o 6.º mais baixo desde o referido ano, enquanto o da temperatura mínima do ar, de 5,66°C (0,93°C acima do valor normal) foi o 9.º mais alto desde 2000, refere o comunicado.

Dez pessoas morreram e algumas centenas foram feridas ou ficaram desalojadas desde a semana passada devido ao mau tempo relacionado com a passagem da depressão Kristin pelo território continental português, que causou a destruição total ou parcial de casas, empresas e equipamentos, quedas de árvores e de estruturas, cortes ou condicionamentos de estradas e serviços de transporte, em especial linhas ferroviárias, o fecho de escolas e cortes de energia, água e comunicações.

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Leiria, Coimbra e Santarém são os distritos com mais estragos, tendo o Governo decretado situação de calamidade até ao próximo domingo para 68 concelhos.

Esta quarta-feira e quinta-feira todos os distritos de Portugal continental estão sob aviso amarelo do IPMA devido à previsão de chuva por vezes forte, passando a aguaceiros, ligada à passagem da depressão Leonardo.

O instituto informou na terça-feira que as ondulações frontais associadas à depressão Leonardo irão afetar o estado do tempo em Portugal continental até sábado, com períodos em que a precipitação será persistente e por vezes forte, queda de neve nas terras altas do Norte e Centro, vento forte e agitação marítima forte.

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