Quinze presos por corrupção no futebol
Escândalo na II Liga.
Quatro jogadores do Oriental (André Almeida, Diego Tavares, João Pedro e Rafael Veloso) e quatro da Oliveirense, entre guarda-redes e defesas, estão entre os 15 presos da Unidade Nacional de Combate à Corrupção da Polícia Judiciária, esta tarde, logo após os jogos deste sábado da última jornada da II Liga, por viciação de resultados, apurou o CM.
São suspeitos de terem recebido luvas nas últimas jornadas para prejudicarem as suas equipas - que lutavam pela não despromoção ao escalão inferior -, sofrendo golos propositadamente e perdendo jogos. Alguns estiveram hoje em campo, tendo sido detidos no final dos respetivos jogos.
"No final do jogo desta tarde com o Atlético no Estádio da Tapadinha, a Polícia Judiciária abordou os jogadores do Oriental André Almeida, Diego Tavares, João Pedro e Rafael Veloso e levou-os para as suas instalações para serem ouvidos", pode ler-se num comunicado na página oficial do Oriental no Facebook.
Foram ainda detidos, mas enquanto corruptores ativos, o presidente e o diretor desportivo do Leixões - que compraram os serviços de atletas para que o seu clube saísse beneficiado em detrimento dos outros onde alinham os jogadores corrompidos.
Mas há mais corruptores ativos presos - como um dirigente dos Super Dragões, claque do FC Porto, conhecido por "Aranha", e antigos futebolistas e empresários - neste caso ao serviço dos interesses milionários do mundo das apostas online nos resultados dos jogos de futebol em Portugal.
Os jogadores do Oriental foram detidos no final da partida em casa do Atlético, em Lisboa; e os da Oliveirense logo após a receção ao Leixões. Os jogos começaram às 15h00 e terminaram após as 16h45.
A PJ, numa investigação com cerca de dois meses em articulação com o DIAP de Lisboa, empenhou na operação de hoje cerca de 70 inspetores, em mais de 30 buscas.
Veja a reação do Oriental à detenção dos jogadores:
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