Jovem detido após assaltar sete casas

Um jovem de 17 anos foi detido ontem de manhã por populares de Lobão, Santa Maria da Feira, depois de ter efectuado pelo menos sete assaltos consecutivos a residências. O suspeito está referenciado em mais de meia centena de casos semelhantes, e num deles chegou mesmo a adormecer num quarto da casa que assaltava.

04 de abril de 2007 às 00:00
Jovem detido após assaltar sete casas Foto: Francisco Manuel
Partilhar

O primeiro dos assaltos terá ocorrido cerca das 06h30 na casa de Natércia Serralva. A seguir, o ladrão terá atravessado a rua e assaltado pelo menos três outras moradias. Na primeira delas terá furtado várias ferramentas que usou para arrombar as casas seguintes. Em algumas das suas intrusões, o jovem foi surpreendido por cães e pelos donos das casas e teve que escapar precipitadamente, galgando muros e atravessando quintais.

A sua sorte acabou quando a moradora Lurdes Pinto, que fazia uma caminhada matinal, se cruzou com ele na estrada. “Ele ia ensanguentado e com a roupa rasgada”, contou. Interpelado, tentou fugir de novo mas foi perseguido por Lurdes e pelo seu genro Carlos Alberto, a quem se juntou um outro morador que tinha sido assaltado pouco antes. Ao despejar os bolsos deixou cair telemóveis, dinheiro e os outros objectos.

Pub

“Deixem-me ir embora que eu juro que não venho mais para aqui”, suplicou, em vão.

Minutos depois chegou a GNR que confirmou a detenção. Presente ao Tribunal da Feira, foi-lhe decretada a prisão preventiva.

GNR TEME PELA SUA SEGURANÇA

Pub

O jovem delinquente, dependente de drogas, vive num bairro social de Lourosa, a mãe e o padrasto são alcoólicos e desde muito novo viveu em ambiente de violência doméstica. A GNR e os vizinhos receiam que populares cumpram as ameaças de fazer justiça pelas próprias mãos.

“Uma vez veio cá um senhor de pistola em punho e obrigou-o a entregar tudo o que ele tinha roubado”, contam os vizinhos do Bairro Social Xanana Gusmão. Uma outra vez, um outro homem “deu-lhe uma coça que o deixou a sangrar pela boca. Ele está sempre a apanhar, mas não aprende”, dizem.

O seu caso é já conhecido há anos pela Comissão de Protecção de Crianças e Jovens e já chegou a estar internado num colégio, quando tinha 12 anos, de onde fugiu.

Pub

Tem sugestões ou notícias para partilhar com o CM?

Envie para geral@cmjornal.pt

Partilhar